A atriz Mirian Panzer apresenta seus dois espetáculos – “Eu Não Sei Como Tudo Começou” “O Blá Blá Blá”

A atriz Mirian Panzer orgulhosamente apresenta os solos teatrais “Eu Não Sei Como Tudo Começou” de Adriano Moura e “O Blá Blá Blá” de Eugênio Soares, ambos sob a direção de José Sisneiros, em curtíssima temporada, no Teatro de Arena da Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso 25 – Centro) de 3ª a sábado, sempre as 19h, de 14 a 25 de janeiro/2020.

Os espetáculos alertam para prevenção e cuidados com a saúde mental, assunto tão atual com a dinâmica do dia a dia do mundo moderno, com interpretação da atriz Mirian Panzer.

O espetáculo “Eu Não Sei Como Tudo Começou” de Adriano Moura e direção de José Sisneiros, com apresentações as 3as e 4ªs feiras 19h, nos dias 14, 15, 21 e 22/01/2020, aborda a relação aluno e professor, a violência vivida dentro de sala de aula e o que isso pode desencadear na vida dos profissionais de educação.

Sinais de Bullying, violência e questionamentos sobre o modelo de educação são mostrados quando quatro professoras prestam depoimento ao psiquiatra sobre os motivos “sanos” que as enlouqueceram.

A violência tem se agravado e assumido diversas formas de expressão nas escolas. Nos dias de hoje, deparamo-nos com facetas mais evidentes e outras mais sutis.

Existem também casos de violência simbólica que ocorrem o tempo todo: o bullying é apenas um exemplo disso, além de episódios com armas, agressões físicas e casos de abuso.

Uma pesquisa feita em 2015 pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) apontou que 44% dos docentes que atuavam no estado disseram já ter sofrido algum tipo de agressão. Entre as agressões que 84% dos professores afirmam já ter presenciado, 74% falam em agressão verbal, 60% em bullying, 53% em vandalismo e 52% em agressão física.

A violência contra professores se caracteriza como um fenômeno mundial, e tem sido alvo de estudos em diferentes países. Isso demonstra que esta classe tem estado vulnerável aos diferentes tipos de violências que podem ocorrer de várias formas: física, emocional, intelectual, financeira e psicológica. Mas nesse contexto falamos de ambas as violências tanto do aluno para com o profissional de ensino e suas complicações, bem como do professor que já não mais suportando acaba por também agir com violência com aluno.

As experiências que se vivem dentro da sala de aula são significativas e importantes na vida de crianças e adolescentes, muitas das coisas que acontecem nesta etapa são lembradas durante toda a vida.

“O Blá Blá Blá” de Eugênio Soares e direção de José Sisneiros, com apresentações de 5ª a sábado 19h, nos dias 16, 17, 18 e 23, 24 e 25/01/2020, mostra uma mulher que vive intensamente em busca do prazer e da felicidade a qualquer preço.

O espetáculo fala sobre o ser humano, suas necessidades, seus desejos e o conflito num mundo sob pressão.

Fala também das pressões da vida e o quanto somos obrigados a sermos felizes o tempo todo.

Quem assistiu nos cinemas “O Coringa” de Joaquin Phoenix perceberá o paralelo entre o personagem do filme e essa mulher do espetáculo. Vale a pena conferir.

“No palco a atriz Mirian Panzer desabafa com a plateia as venturas e desventuras amorosas da personagem, dirigindo-se continuamente ao público indagando sobre vários assuntos mas sem deixar ninguém responder aos seus questionamentos. O espetáculo começa com um músico sob um foco de luz baixa tocando diversas músicas no estilo country em diferentes gaitas. O cenário é composto por uma mesa de bar e quatro cadeiras. A atriz entra em cena como se estivesse chegando da rua com duas bolsas grandes, das quais ela tira vários objetos e roupas que vai trocando durante o solilóquio e a situação que ela está descrevendo e vivenciando na memória. O tempo todo de sua interpretação, ela caminha pelo tablado e se senta nas cadeiras. Esse movimento ininterrupto somado à verborragia desenfreada e sua inquietude compõem o modus operandi dramático de se mostrar o texto. Durante a encenação, uma SURPRESA: a atriz “paga” uma rodada de cerveja para a plateia, momento em que uma auxiliar passa com uma bandeja oferecendo gratuitamente uma lata de cerveja. Dramaturgia com texto enxuto e ótima interpretação que vale a pena conferir”. (comentário do espectador Júlio César Farias em uma de suas apresentações no Teatro Café Pequeno, no Leblon).

Segundo a atriz Mirian Pranzer, apesar dos 02 espetáculos tratarem de um tema tão sério, como a saúde mental, eles também apresentam situações cômicas, como na vida.

“Esse momento em que vivemos, com tantas pressões psíquicas e sociais, é o ideal pra levantarmos, no palco, aberto ao público, questões tão necessárias como o suicídio, o bullying, a violência psicológica que vivemos e sofremos no dia a dia: o caos social, a escassez de criatividade, a crise mundial, e psíquica, o consumismo exacerbado a indução e o apelo midiático, preconceito, as polaridades. Tudo isso que pode nos enlouquecer”, acredita a atriz, psicóloga e produtora Mirian Panzer.

Após as sessões, haverá debates com a participação de profissionais convidados da área da saúde e educação, dentre eles a atriz das peças, também psicóloga, Mirian Panzer. Espera-se criar um espaço de reflexão, ampliando o olhar sobre a questão saúde mental.

Desde suas estreias, respectivamente em 2016 e 2014, os solos teatrais já passaram por São Paulo e Santa Catarina, além do Rio. Mirian Panzer recebeu o prêmio ANCEC 2018 por seu empreendedorismo na arte. José Sisneiros, que dirige as peças, recebeu o prêmio SHELL 2005 pelo espetáculo “O Auto do Ururau”.

FICHA TÉCNICA:

EU NÃO SEI COMO TUDO COMEÇOU

Texto de Adriano Moura

Direção: José Sisneiros

Espetáculo solo com a atriz Mirian Panzer

Duração: 50 minutos

Bate papo: 40 minutos

Terças e Quartas Feiras 19h.

Dias 14, 15, 21 e 22 de janeiro/2020.

O BLÁ BLÁ BLÁ

Texto de Eugênio Soares

Direção de José Sisneiros

Espetáculo solo com a atriz Mirian Panzer

Duração: 50 minutos

Bate papo: 40 minutos

Quintas, Sextas e Sábados 19h.

Dias 16, 17, 18, 23, 24 e 25 de janeiro/2020.

Iluminação: Pablo Rodrigues e Ademir Lamego

Sonoplastia: Luca Sacor e José Sisneiros

Produção: Conchas Produções Artísticas

Auxiliar de Produção: Luca Sacor

Realização: Conchas Produções Artísticas

Administração, assessoria de Imprensa e marketing: João Luiz Azevedo.

Local: Teatro de Arena da CAIXA Cultural Rio de Janeiro.

Avenida Almirante Barroso, 25, Centro – Metrô e VLT: Estação Carioca

Informações: (21) 3980-3815

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Capacidade: 176 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Classificação Indicativa: 14 anos

Acesso para pessoas com deficiência

Apoio: CAIXA e Governo Federal

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